SUL DA ILHA
Praia da Lagoinha do Leste
Trilhas, praia, lagoa e natureza preservada em uma das paisagens mais impressionantes do Sul da Ilha.
Entre costões, Mata Atlântica e o mar aberto do Sul da Ilha, a Lagoinha do Leste guarda uma das paisagens mais impressionantes de Florianópolis. Sem acesso por estrada e cercada por uma extensa área de preservação, chegar até a praia exige disposição para caminhar, e talvez seja justamente isso que ajude a explicar por que este lugar continua tão especial.
A experiência começa muito antes de colocar os pés na areia. Os caminhos que levam à Lagoinha atravessam áreas de Mata Atlântica, vencem trechos de subida e revelam, aos poucos, diferentes perspectivas do litoral. Na chegada, a paisagem reúne praia, costões, vegetação de restinga, morros e a lagoa que dá nome ao lugar.
É um daqueles destinos em que o caminho faz parte da viagem.
Mas conhecer a Lagoinha do Leste exige algum planejamento. Existem diferentes maneiras de chegar, as trilhas possuem características distintas e as condições do tempo e do mar podem mudar completamente a experiência. Neste guia, reunimos as principais informações para você entender onde fica a Lagoinha do Leste, escolher o melhor acesso e planejar sua visita.
ONDE FICA A LAGOINHA DO LESTE?
A Lagoinha do Leste está localizada no Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, entre as praias do Matadeiro e do Pântano do Sul. Cercada por morros e áreas de Mata Atlântica, a praia faz parte do Parque Natural Municipal da Lagoinha do Leste, uma importante unidade de conservação da capital catarinense.
Uma característica ajuda a compreender o lugar antes mesmo da visita: não existe estrada chegando à praia. O acesso é feito a pé, por trilhas que partem do Pântano do Sul ou do Matadeiro, ou pelo mar, quando as condições permitem.
Para quem está hospedado nas regiões central ou norte de Florianópolis, é importante considerar também o deslocamento até o Sul da Ilha antes de calcular o tempo necessário para o passeio. A visita à Lagoinha do Leste dificilmente deve ser tratada como uma parada rápida: entre deslocamentos, caminhada e permanência na praia, vale reservar uma boa parte do dia para a experiência.
Essa relativa dificuldade de acesso é parte da identidade da Lagoinha do Leste. A poucos quilômetros de áreas urbanizadas de Florianópolis, a paisagem muda radicalmente e revela uma face da Ilha onde a natureza ainda determina o ritmo da visita.
COMO CHEGAR À LAGOINHA DO LESTE?
Chegar à Lagoinha do Leste faz parte da experiência. Como não há acesso por estrada até a praia, quem deseja conhecê-la precisa seguir por uma das trilhas que atravessam os morros do Sul da Ilha ou, quando as condições do mar permitem, utilizar embarcações.
Existem dois principais acessos por terra: pelo Pântano do Sul e pelo Matadeiro. Embora ambos levem ao mesmo destino, são percursos bastante diferentes e a escolha pode mudar significativamente a experiência.
A trilha pelo Pântano do Sul é a alternativa mais curta e direta. O percurso exige uma subida mais acentuada no início e depois segue em direção à praia, sendo bastante procurado por quem deseja chegar à Lagoinha sem realizar a caminhada mais longa.
Já o acesso pelo Matadeiro proporciona um percurso mais extenso, acompanhando diferentes trechos da costa e atravessando áreas de Mata Atlântica. É uma opção especialmente interessante para quem considera a caminhada parte fundamental da experiência e deseja dedicar mais tempo ao percurso.
Há ainda a possibilidade de acesso pelo mar, normalmente a partir do Pântano do Sul. Entretanto, o transporte por embarcação depende das condições marítimas e da disponibilidade dos operadores locais. Por isso, não é recomendável planejar a visita contando exclusivamente com o barco para chegar ou retornar.
Antes de escolher o caminho, considere seu condicionamento físico, experiência em trilhas, previsão do tempo, horário disponível e aquilo que você espera da visita. Na Lagoinha do Leste, escolher como chegar é também escolher como você quer conhecer esse pedaço de Florianópolis.
TRILHA DA LAGOINHA DO LESTE PELO PÂNTANO DO SUL
A trilha que parte do Pântano do Sul é o caminho mais curto e direto para chegar à Lagoinha do Leste. É uma boa alternativa para quem tem a praia como principal objetivo da visita ou prefere reduzir o tempo de caminhada.
O percurso começa com uma subida relativamente íngreme, exigindo maior esforço logo nos primeiros trechos. Depois de atingir as partes mais elevadas, o caminho segue pela vegetação e inicia a descida em direção à Lagoinha. Embora seja a opção mais curta, isso não significa que seja uma caminhada sem esforço: terreno irregular, pedras, raízes e trechos inclinados fazem parte do percurso.
Em condições normais, o tempo de caminhada varia de acordo com o ritmo, condicionamento físico e quantidade de paradas. Por isso, mais importante do que estabelecer um tempo rígido é planejar a visita com margem suficiente para caminhar com tranquilidade e aproveitar a praia antes do retorno.
Uma das vantagens deste acesso é permitir diferentes combinações. É possível ir e voltar pelo Pântano do Sul ou entrar por esse caminho e retornar pelo Matadeiro, realizando uma travessia mais completa pela região.
Nos dias de chuva ou após períodos de precipitação, alguns trechos podem ficar escorregadios e exigir atenção redobrada. Calçado adequado, água e planejamento do horário de retorno são essenciais.
TRILHA DA LAGOINHA DO LESTE PELO MATADEIRO
O acesso pelo Matadeiro é mais longo e transforma o caminho até a Lagoinha do Leste em parte essencial da experiência. Em vez de simplesmente buscar a maneira mais rápida de chegar à praia, esta opção permite percorrer um trecho expressivo do litoral sul de Florianópolis, alternando Mata Atlântica, costões e diferentes perspectivas do oceano.
A caminhada começa a partir da Praia do Matadeiro, que já exige uma pequena aproximação a pé desde a Armação. A partir dali, a trilha acompanha inicialmente a encosta e avança por um percurso mais extenso, com sucessivas subidas e descidas e trechos de terreno irregular.
Ao longo do caminho, algumas aberturas na vegetação revelam o litoral e ajudam a dimensionar a geografia desta parte da Ilha. É justamente essa sucessão de ambientes que torna o acesso pelo Matadeiro especialmente interessante para quem gosta de caminhar e deseja conhecer a Lagoinha do Leste como parte de uma travessia, e não apenas como destino final.
Por ser um percurso mais longo, exige maior atenção ao horário de saída, quantidade de água, alimentação e condições meteorológicas. O esforço também deve ser considerado na programação do retorno, principalmente por quem pretende fazer todo o trajeto novamente a pé.
Uma alternativa bastante interessante é combinar os dois acessos: entrar pelo Matadeiro e sair pelo Pântano do Sul, ou realizar o percurso no sentido inverso. Dessa maneira, é possível conhecer dois caminhos diferentes e transformar a visita em uma travessia pelo Sul da Ilha.
PÂNTANO DO SUL OU MATADEIRO: QUAL TRILHA ESCOLHER?
Não existe uma única resposta para essa pergunta. As duas trilhas levam à Lagoinha do Leste, mas proporcionam experiências diferentes.
Se a prioridade é chegar à praia por um percurso mais curto, o acesso pelo Pântano do Sul tende a ser a escolha mais adequada. A subida inicial exige esforço, mas o caminho é mais direto e permite dedicar uma parcela maior do dia à praia, à lagoa e aos arredores.
Se a intenção é fazer da caminhada uma das principais experiências do dia, o acesso pelo Matadeiro ganha força. O percurso é mais longo, acompanha parte do litoral e proporciona maior contato com diferentes paisagens ao longo do caminho.
Há ainda uma terceira possibilidade: transformar a visita em uma travessia entre o Matadeiro e o Pântano do Sul, passando pela Lagoinha do Leste. É uma forma especialmente interessante de conhecer a região, pois evita repetir o mesmo caminho e permite perceber como a paisagem muda entre os dois lados do parque.
A escolha deve considerar não apenas a distância, mas também condicionamento físico, experiência em trilhas, previsão do tempo, horário disponível e disposição do grupo. Em qualquer das alternativas, sair cedo oferece maior margem para aproveitar o percurso sem transformar o relógio em companheiro indesejado.
PARQUE MUNICIPAL DA LAGOINHA DO LESTE

Criado em 1992, por intermédio da Lei Municipal nº 3.701/92 e Decreto Municipal nº 8.701, o Parque Municipal Lagoinha do Leste ocupa uma área de 789,26 hectares e tem como objetivo salvaguardar a paisagem natural, a fauna e a flora e proteger o manancial hídrico da Bacia Hidrográfica da Lagoinha do Leste.
Os pouco mais de 680 metros de faixa de areia está cercado por costões, mata nativa, lagoa, cachoeira e mar aberto. É um dos últimos pontos de Mata Atlântica ainda preservados em Florianópolis.
A lagoa que nomeia o local é formada pelo deságue de rios de que se formam no íngreme morro do Matadeiro, as águas correm até uma enseada e constituem a lagoa de estuário. Outros pequenos córregos que nascem no meio da mata também correm em direção à lagoa, com a ocorrência de pequenas cachoeiras. Esta lagoa de água doce que segue por um rio até desembocar no mar, faz com que a água do mar alterne entre doce e salgada.
Uma característica mágica da Praia da Lagoinha do Leste é que, em algumas raras ocasiões, plânctons bioluminescentes (ou popularmente chamada de algas fosforescentes) fazem a água brilhar mesmo à noite.
Mas, a Praia Lagoinha do Leste também enfrenta ameaças provocadas pelo turismo de massa com o acúmulo de lixo em vários pontos do parque e o corte de árvores pelos visitantes; caça de animais silvestres; construção de moradias; falta de manutenção das trilhas; comércio ilegal na praia; e, devido à dificuldade de acesso, o local tem se tornado refúgio de fugitivos da polícia.
UM POUCO DE HISTÓRIA:
Devido a dificuldade de acesso, a ocupação humana na região sempre foi escassa. Nunca foram encontrados sítios arqueológicos que demonstrem a presença perene de grupamentos humanos no período pré-colonial.
A partir da migração de açorianos e madeirenses para o litoral catarinense no século XVIII, grupos de pescadores da região do Pântano do Sul passaram a utiliza-la esporadicamente, mas nunca chegou a receber uma ocupação definitiva, tendo sempre a atmosfera de praia deserta.
Em 1992, pela lei nº 3701, a região foi classificada como área de preservação permanente e por isso não é permitido construir casas, comércio ou estradas.
Outras praias do Sul da Ilha
Conheça outras praias desta região de Florianópolis e encontre novos lugares para incluir na sua viagem.
Conheça Florianópolis
Qual Floripa combina com a sua viagem?
Quatro maneiras de conhecer Florianópolis, com diferentes tempos, percursos e propostas de experiência.
3 horas
Floripa Essencial
Uma experiência pelo Centro Histórico para compreender as histórias, personagens e lugares que ajudam a explicar Florianópolis.
4 horas
Floripa Icônica
Centro Histórico, Ponte Hercílio Luz e Morro da Cruz em uma experiência que conecta origem, símbolo e território.
6 horas
Floripa Espetacular
História, paisagens e diferentes faces da Ilha em um roteiro que conecta o Centro, o Leste e o Norte de Florianópolis.
8 horas
Floripa Por Inteiro
Uma experiência mais completa para descobrir diferentes paisagens, histórias e identidades do Sul, Leste, Centro e Norte da Ilha.